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O Governante e o Governado. A importância da escolha certa.

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Desde a antiguidade, na organização do Estado como ente protetor do povo num determinado território geográfico, periodicamente são escolhidos os governantes dentre os seus pares, para os diversos cargos políticos em cada esfera de governo.

 

A Constituição Federal do Brasil estabelece as regras para o sufrágio, consubstanciado no dever de votar e o direito e ser votado, no que tange à sua função eleitoral através do exercício do voto obrigatório para os maiores e facultativo aos menos acima de dezesseis anos.

 

Para a escolha do governante, o ideal é eleger pessoas com perfil de liderança, dentre aquelas que se candidatam a qualquer cargo político. O líder deve ser destacado basicamente pela capacidade de administrar o ente Estado, para o fim de proteger seu povo através dos sistemas de segurança, promover o direito à saúde e à educação, com a aplicação de recursos arrecadados a título de recebimento dos mais diversos tipos de impostos e contribuições, ou seja, a fonte de renda do Estado que deve ser adequadamente aplicada ao povo, vem do próprio provo.

 

O Governante escolhido para administrar a máquina Estado deve ser dotado de capacidade técnica, idoneidade moral ilibada e comprometido com o bem-estar de toda uma coletividade, independente da classe social, cor, raça, credo etc.

 

Lamentável que no cenário atual político no Brasil, muitos líderes preferem ser governados do que governantes. Não demonstram nenhum interesse em participar da vida política do seu país. É comum ouvir afirmações: “não me candidato, porque no cenário atual o político não é bem visto em razão da corrupção institucionalizada nos governos”, “eu não voto em ninguém”, “vou alunar o meu voto” “vou votar em branco” etc. É correto agir assim ? É obvio que não... Enquanto uma parcela do eleitorado se comportar dessa forma, os espertalhões e profissionais da política vão sempre levar vantagens ao serem eleitos, porque, ao assumir o poder, poderão supostamente, não dar o destino certo para reverter ao povo o que lhe é de direito.

 

O povo clama por uma indispensável reforma política urgente, comprometida com a redução da quantidade de partidos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores; implantação do voto distrital, redução de cargos e verbas de gabinete etc, para assim, tentar resgatar a credibilidade do povo na política brasileira.

 

Necessário ainda, em que pese a prestação de contas aos órgãos competentes, implementar meios de controle mais eficientes para a gestão dos gastos da verba pública aplicada nos Fundos “Partidário” e “Eleitoral”.

 

Feitas essas breves considerações, entendo que somente através do voto podemos escolher o governante certo para mudar o futuro do país.

 

 

DR. JOSÉ MARIA DOS SANTOS

Advogado

 

 

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