CONVERSAS

ARTIGO

Reciprocidade Comercial

Parece haver uma tendência do ser humano, como tem sido objeto de referências de muitos estudiosos, a de defender, em primeiro lugar, seus interesses próprios e quando esses interesses não são próprios a um relaxamento de postura ficando o outro lado em segundo plano. Enfim, tudo isto acaba trucando, para não dizer emperrando um bom relacionamento comercial. Aquele que só se preocupa com lucros, geralmente, tende a ter menor consciência de grupo. Fascinado pela preocupação monetária, a ele pouco importa o que ocorre com sua comunidade e muito menos com a sociedade. A consciência de grupo tem surgido, então, quase sempre, mais por interesse de defesa do que por altruísmo. Isto porque, garantida a liberdade de trabalho, se não se regular e tutelar a conduta, o individualismo pode transformar a vida dos profissionais em reciprocidade de agressão. Podem acreditar! Sei bem do que estou falando! Não é nosso desejo e muito menos ter a pretensão de sermos à palmatória do mundo. Sem querer criar qualquer tipo de animosidade, seria muito mais produtivo para todos, se a mesma agilidade exigida; existisse no sentido contrário. Todos gostaríamos e estaríamos dando um grande passo rumo ao profissionalismo. Pode até não parecer e são raros os que podem perceber que existe um bem comum a ser defendido e do qual, este depende para o bem-estar, de uma excelente interação, que nem sempre é compreendida pelos que possuem espírito egoísta, porém o que poucos se atentam são para as dificuldades de implantar ideias e princípios coletivos e éticos, para conciliar diversos interesses particulares. É sabido que a disciplina de conduta protege a todos, evitando o caos que pode imperar quando se outorgar ao indivíduo o direito de tudo fazer, ainda que prejudicando terceiros. É preciso que cada um ceda em algum ponto para receber muitas outras e esse é um princípio que sustenta e justifica a prática virtuosa perante nossa comunidade de comerciantes. O que estamos tentando passar é um bem muito maior, do que apenas a “ reciprocidade comercial”, por certo deve ser para nós a luz da consciência humana e da ética que vai sustentar e dirigir nossas ações, nos fortalecendo nesta caminhada que premiará ao coletivo, o bem comum.

 

 

JOÃO BASAGLIA

 

 

Voltar

EDIÇÕES ANTERIORES

O seu navegador não é recomendado para uma boa navegação neste site.
Para uma melhor visualização do site atualize-o ou escolha outro navegador.
Saiba mais...
Google ChromeMozilla FirefoxOpera